Indústria impulsiona ESG entre fornecedores de olho em crédito verde e sob risco de sanções

Grandes indústrias brasileiras, como Vale, Klabin, Gerdau e Suzano, estão aprimorando práticas ambientais e sociais não apenas nas suas atividades, mas também nas dos seus fornecedores. Isso é uma resposta às cobranças de ambientalistas e especialistas para que as empresas comecem a medir suas emissões de gases do efeito estufa.
A medida permite coletar informações mais precisas sobre as emissões e pode trazer benefícios financeiros, como melhores taxas de juros e prazos mais longos em linhas de crédito verde. Já existem linhas de crédito específicas para programas de sustentabilidade ambiental em bancos como BNDES, Banco do Brasil e Bradesco.
A coordenadora da área de sustentabilidade na FIA Business School afirma que o engajamento das indústrias é decorrente das mudanças de regulação na Europa. Como exportadoras, essas empresas são afetadas diretamente por normas e sanções impostas por outros países.
Reguladores da União Europeia têm sinalizado que a divulgação obrigatória das emissões do escopo 3 pode se tornar uma realidade para as empresas.
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