Esporte

Governo Milei e associação de futebol voltam a se estranhar após punições a clube

Governo de Javier Milei e Associação do Futebol Argentino voltam a se estranhar após punições a clube

A crise interna no futebol argentino pode ter consequências mais amplas, uma vez que o presidente do país, Javier Milei, anunciou que não comparecerá ao sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026. A decisão de Milei não é isolada, uma vez que o governo argentino tem enfrentado críticas por parte da administração da Associação do Futebol Argentino (AFA), presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, que tem sido considerada “mão de ferro” pelo governo.

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A crise interna no futebol argentino pode ter consequências mais amplas, uma vez que o presidente do país, Javier Milei, anunciou que não comparecerá ao sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026. A decisão de Milei não é isolada, uma vez que o governo argentino tem enfrentado críticas por parte da administração da Associação do Futebol Argentino (AFA), presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, que tem sido considerada “mão de ferro” pelo governo.

A tensão entre o governo Milei e a AFA aumentou esta semana após Tapia anunciar fortes sanções contra o Estudiantes de La Plata, um dos principais clubes do futebol argentino. A punição foi imposta após os jogadores do Estudiantes se recusarem a realizar a tradicional “cerimônia do Pasillo” durante um jogo de mata-mata contra o Rosário Central, que havia sido declarado campeão argentino de 2025 por Tapia. O motivo da recusa dos jogadores foi a contestação do título de campeão do Rosário Central, que foi declarado sem aviso prévio e sem embasamento em nenhum regulamento. A decisão de Tapia foi considerada arbitrária e sem transparência, o que gerou críticas generalizadas.

A disputa da liga argentina é dividida em dois turnos: o torneio Apertura, que abre a temporada, e o Clausura, que fecha o ano. Os dois vencedores de cada turno disputam um Troféu dos Campeões, que é considerado o título argentino do ano. No entanto, Tapia decidiu criar uma nova taça, chamada de Supercopa, que terá um confronto do Rosário Central com o vencedor do Troféu dos Campeões. A medida foi considerada uma tentativa de Tapia de manter o seu poder e influência sobre os clubes e a liga.

A senadora Patricia Bullrich, do partido de Milei, anunciou que promete investigar irregularidades na gestão da AFA e questionou a falta de transparência nas eleições da associação. “Que poder de sanção alguém que quebra a lei tem? Como você pode punir alguém que quebra a lei?”, perguntou Bullrich. A crise entre o governo Milei e a AFA não é novidade, uma vez que os dois já tiveram divergências no ano passado. Agora, a situação parece estar mais tensa, e é provável que os próximos desenvolvimentos sejam fundamentais para a evolução da crise.

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