Banco do Brasil (BBAS3): A exposição ao setor agroindustrial e os juros mais elevados requerem prudência ao lidar com a ação
A queda nas commodities agrícolas e a alta do juros trazem perspectivas mais neutras para o Banco do Brasil. A deterioração da qualidade dos ativos e a desaceleração no crescimento do resultado de intermediação financeira justificaram a mudança da recomendação da Goldman Sachs para Neutra, com preço-alvo de R$26, o que indica potencial de valorização de 3%.
A queda das commodities agrícolas impactou negativamente os resultados do Banco do Brasil, especialmente pelo aumento da inadimplência no setor agrícola. O banco é o maior credor do agronegócio brasileiro, com 35% de sua carteira de crédito voltada para o setor.
A alta dos juros também dificulta o cenário para o agro, aumentando os custos financeiros dos produtores. Há também o temor de que o governo influência o Banco do Brasil a oferecer juros subsidiados.
A Empiricus retirou o papel de suas recomendações, preferindo Itaú Unibanco no setor.
Em resumo
- O Banco do Brasil é o maior credor do agronegócio brasileiro, com 35% de sua carteira de crédito voltada para o setor.
- A queda das commodities agrícolas impactou negativamente os resultados do Banco do Brasil, especialmente pelo aumento da inadimplência no setor agrícola.
- A alta dos juros também dificulta o cenário para o agro, aumentando os custos financeiros dos produtores.
- A Goldman Sachs mudou a recomendação da ação do Banco do Brasil para Neutra, com preço-alvo de R$26, indicando potencial de valorização de 3%.
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