A Copa do Mundo que se tornou Anime: Torcida em estado de choque com o futuro da paixão
O anime que nunca existiu: a Copa do Mundo de 2026 que a torcida consome sem perguntas, gerada por algoritmos que misturam a estética de Dragon Ball com o Brasil na Copa do Mundo de 2026 é uma demonstração do quanto a cultura da animação japonesa está enraizada no nostálgico imaginário coletivo do Brasil. Esta síntese de animes com inteligência artificial virou febre, dominando os feeds do Instagram e TikTok, transformando a experiência da jogos em conteúdos mais dinâmicos e atraentes. No entanto, essa novidade trouxe à tona um debate urgente: a torcida brasileira está consumindo esses conteúdos sem questionar a origem, o método ou a ética por trás daquilo que está assistindo. A Copa do Mundo é um evento que reúne milhares de torcedores em cada cidade que a recebe e que também é amplamente assistida em redes sociais, tornando ainda mais importante saber a diferença entre conteúdo gerado por algoritmos e conteúdo criado por artistas.
A síntese de animes com inteligência artificial virou febre, especialmente em relação ao evento que reúne a seleção brasileira como uma potência no futebol mundial. No Instagram e no TikTok, é possível ver vídeos de Vinicius Júnior com a aura de Super Saiyajin, Mbappé como um comandante de exército francês e Haaland liderando uma invasão viking ao invés de jogar futebol. Os fãs estão cada vez mais engajados com esses conteúdos de animação. O perfil Animeblip (@animeblip_) viralizou com um conceito que constrói uma narrativa épica para os vídeos de futebol que foram criados por algoritmos e, com isso, criam um mundo de fantasia, trásindo uma imagem de Haaland chega como um senhor da guerra viking, e Mbappé espera como o comandante do exército francês. O post vende o confronto como um arco de guerra de anime, com direito a legenda épica e estética cinematográfica, transformando assim o futebol em um esporte de fantasia. O GE publicou uma matéria, mas apagou a diferença fundamental entre o trabalho artesanal e a curadoria algorítmica entre artistas como o perfil Animeblip (@animeblip_).
Já o criador de conteúdo brasileiro Leonardo Dewa (@leonrdewa) também viu seu conteúdo ganhar peso nas redes, trazendo os jogadores encarnando auras animalescas, como em Os Cavaleiros do Zodíaco, ligadas aos seus países, em partidas também em formato de anime. Uma outra grande repercussão do vídeo, entre Brasil e Marrocos, que foi tão grande que o GE publicou uma matéria sobre ele intitulando Dewa como um “ilustrador”, quando de fato ele não é. Dewa não tem a competência que um ilustrador artesanal tem, a sua habilidade não foi construída de forma artesanal, e sim pela inteligência artificial. Um exemplo bem conhecido da utilização da inteligência artificial é o ChatGPT, que foi capaz de criar arte no estilo do Studio Ghibli. E, com isso, criou um problema. Como Hayao Miyazaki, cofundador do estúdio, já havia declarado em 2016, a IA é “um problema que estamos enfrentando”.
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